sexta-feira, 26 de março de 2010

Poemas dos meus desesseis anos...

Libelo contra o preconceito:

Quanto preconceito
se espalha entre a gente...
ninguém é melhor nem pior
apenas diferente.

Pessoas que precisam umas das outras
se amam
pessoas que não se conhecem
se odeiam

Despoje-se já
dessa armadura de escárnio
aceite quem não é igual.

Faça uma autocrítica
e então descobrirá
que o Amor é a melhor Moral.



A virtude

Amor! Impossível amor
não, não é lirismo viajor
é mostrar-me em flores, quando odeio
mas há o orgulho, e o receio.

Veja as árvores secas do deserto
hão de morrer, ninguém chega perto
assim é o homem triste
que quer vingar-se, de arma em riste.

Só o amor é chuva a devolver a vida
bálsamo, linitivo
mas dói curar-se, coração cativo:

quem já tem experimentado
a loucura torpe do vício
desespera-se à pena do fel suplício.




Homenagem a Cruz e Souza

Veredas em verso e vida
são visões venturosas
declarações derramadas
de razão sentida.

Sei de tua alma, que me saúda
palavras são uma aclamação muda
sangue, suor e sentimento
imagem, esperança e alento

Oh! Negra e fulgente opala
tua poesia, vou cantá-la
ao tornar-se neve e nívea neblina


É um canto que revela e alucina
onde ouço, pelas brumas da História
teu pranto de ilusão merencória

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