Mais um dia de sol no verão do Oriente Médio. Ao contrário da Arábia Saudita, onde a temperatura chega facilmente aos 50 graus, na Faixa de Gaza os ventos do Mar Mediterrâneo deixam a temperatura em torno dos 35 graus. O vento morno e quente parece uma piedosa tentativa de Allah de dissipar o odor fétido de esgoto das favelas do território palestino. O governo da Autoridade Palestina esconde da imprensa internacional o alto índice de doenças como a desidratação e o raquitismo. Este último acomete as mulheres que ficam totalmente confinadas em suas casas e não se expõem ao sol, causando carência de vitamina D. Isso num país com menos de 30 dias de chuva por ano!
Numa das vielas se ouve gritos de dor. Espiemos pelas cortinas negras do barraco a cena mórbida.
─ Haram, haram! – vocifera Ali, para o filho Khalil, amarrado a uma coluna, com as costas rubras de sangue, pelas chibatadas...
─ Haram é ser matador de criancinhas judias como o pai de Khalil!
Não pôde dizer mais nada. A seqüência de chibatadas seguinte foi cruel, chegando a manchar de vermelho o traje dourado de dança do ventre, que vestia Khalil.
Khalil ela magro, pele morena dos árabes, o nariz adunco não desfazia a harmonia quase feminil dos seus traços. Aos 14 anos, com os hormônios à flor da pele, o rapazinho sentia um impulso incontrolável de liberar o seu lado feminino. Os seus trejeitos afeminados nunca foram notados, visto ser considerado natural entre os homens árabes ter um comportamento delicado. Não é escândalo no Oriente Médio os homens andarem de mãos dadas, trocarem presentes, tratarem-se por habibi, algo como “meu querido”, o mesmo tratamento que as esposas dão aos maridos.
Mesmo sabendo dos riscos, foi ao bazar comprar o traje de dança do ventre com o dinheiro ganho no trabalho como jardineiro. Ele trabalhava em uma casa de judeus ortodoxos do outro lado da fronteira, para a qual Khalil se dirigia a pé, sendo revistado diariamente pelo exército israelense. Apesar do fanatismo dos seus patrões, na sua casa Khalil teve a convivência com um país com liberdades democráticas, no qual as mulheres andavam sem véu e trabalhavam livremente, além da coexistência pacífica de cristãos, judeus e muçulmanos. O jardim da casa só existia devido à água para irrigação, que também sacia a sede dos palestinos, apesar do conflito. A água é produzida a partir do mar a partir do processo de osmose reversa, pois há muito os recursos hídricos do Rio Jordão se tornaram insuficientes para sustentar os mais de 5 milhões de habitantes da Terra Santa, em um território menor que o estado brasileiro de Sergipe.
Para comprar o traje, Khalil teve de omitir do pai que havia ganhado um pequeno aumento dos patrões Ruth e Shimon. Apesar de extremamente racistas, e não esconder que consideravam os árabes seres desprezíveis, o casal de idosos procurava ser generoso com Khalil, dada a delicadeza com que Khalil cuidava das roseiras e podava as vinhas. Nem ligavam quando ele pegava algumas flores de laranjeira pendurando-as na orelha, à guisa de brinco, espalhando seu odor fresco pelo quintal. “Os árabes são mesmo muito esquisitos”, comentavam eles, em hebraico.
Com este aumento, equivalente a uns 50 reais, Khalil foi ao bazar e comprou a roupa para dança do ventre, tendo ainda que mentir dizendo que seria para a futura esposa! Pensava o que diria para sua mãe quando ela soubesse da compra, teria que arranjar uma esposa de mentira, ou mesmo casar de verdade em poucos anos. Imaginava, enquanto andava pelas ruas estreitas, o seu pai “muito bem intencionado” dizendo que esperasse até os 20 anos, quanto viesse a sua esposa arranjada do Egito, que então completaria 13 anos e estaria apta para conceber.
Chegando em casa, Khalil ficou feliz ao se ver sozinho, pois a mãe e as 5 irmãs trabalhavam como domésticas no assentamento judeu, e o pai estava na reunião do Hamas, onde planejavam mais um ataque suicida. O seu pai não seria jamais um suicida, pois devotava enorme paixão à esposa e às filhas para realizar tal intento. Khalil temia por ser obrigado um dia a morrer deste modo tão infame, após casar e dar a seu pai o primeiro neto varão. No entanto, uma invasão do exército israelense pôs fim à reunião antes do planejado.
Os soldados atiraram, rindo às gargalhadas, e mataram todos os 15 terroristas presentes no prédio do Hamas. Isso pensavam eles, pois não viram que Ali sobrevivera, embaixo dos corpos dos seus comparsas. Um dos soldados, o único que não ria, atirou com o fuzil, à queima roupa, contra os três corpos que estavam encima de Ali. “Este é pela minha mãe, que ficou cega com os estilhaços do vosso último carro bomba, seus animais do demônio!”. Mas o rapaz não conteve o choro, e foi tirado do recinto pelos seus colegas, todos prestando o serviço militar israelense, que tragicamente interrompe, por três anos, a adolescência de classe média ocidentalizada destes belos rapazes... E Ali então pôde murmurar: Allahu Akbar! Allah é grande!
Estes foram os acontecimentos que antecederam o vergonhoso flagrante de Khalil. Imaginem a cólera de Ali, obrigado a atravessar a medina coberto de sangue, tendo levado um tiro de raspão na cabeça, ao chegar em sua casa, deparando-se com Khalil vestido de odalisca! Ali, cego de ódio, amarra o próprio filho com uma corda a uma coluna da casa, dando-se apenas o tempo de tomar banho e tirar os restos de sangue do seu corpo para então fazer brotar esse mesmo sangue das costas do filho, com a chibata!
Antes de prosseguir com as lutas de Khalil, cabe enfatizar que esta cena foi apenas o trágico desfecho de uma história de perversão. O seu pai Ali conhecia muito bem os atos da sodomia, pois nos tempos de escola islâmica fora abusado por seu professor. Apesar da dor que sentiu, Ali sentia prazer em repetir com os rapazes da organização terrorista (totalmente ingênuos quanto à sexualidade humana) este ato de violação, usando de chantagem para que ficassem calados. Ao contrário dos familiares, Ali sempre observou os trejeitos afeminados de Khalil com grande preocupação, pois tinha consciência, no íntimo, do tipo de sexualidade que desabrocharia do seu rebento. Inconformado, quando Khalil completara 13 anos, Ali tomou uma decisão: “Já que será inevitável que meu filho se torne sodomita, então somente a mim ele entregará o seu corpo, para que, não sendo por outros sodomizado, não se divulgue sua condição infame e não envergonhe o nome do nosso clã!”. Naquela época, com plena confiança no amor do pai, o menino era incapaz de imaginar o que ele lhe poderia fazer. Ali chamou o filho para uma conversa, que terminou em dolorosa violação, na qual deve que sufocar os gritos do filho. O que Ali jamais aceitaria era que o sentimento por seu filho não era vergonha, mas uma ardente paixão, ainda maior que a paixão pela sua mulher, e seu desejo de nunca ver seu filho sendo sodomizado por outros homens...
Depois das chibatadas, Khalil foi isolado em seu quarto, sendo proibido seu contato com a mãe e as irmãs. Khalil, tomado pela dor física e emocional, ficou com os sentidos alterados e teve instigados os seus poderes extra-sensoriais, que costumam emergir quando o corpo físico está sob agudo estresse. Khalil se viu arrebatado do seu corpo físico para o mundo astral, indo ao encontro de uma bela mulher, vestida em trajes simples de mulher muçulmana...
─ Quem é você?
─ Meu nome é Maria...
─ Maria? Qual Maria? São muitas as Marias nesta medina, todas belas jovens como você, cobertas com véu branco, com os rostos tristes pensando no futuro que as aguarda...
─ Eu não sou daqui, meu querido. Sou judia...
─ Judia? Mas as judias não usam véu! E como você fala árabe? Os judeus falam conosco em inglês...
─ Eu posso tirar o véu, se você acha melhor... E quanto à língua... eu falo várias línguas...
─ Como bom árabe, aprecio os longos fios da cabeleira feminina...
Então, vendo aquela mulher tirar o véu, Khalil estremeceu. Lembrou-se de um documentário sobre o cristianismo que tinha visto no Discovery Channel e...
─ Quem é você?!
─ Já lhe disse: Maria. Mas eu quero ser apenas sua amiga. Pode me chamar de outro nome, se quiser.
─ Espere... porque você está aqui comigo? O que você quer?- Khalil estava com os olhos rasos d’água.
─ Quero te ajudar, meu filho. Você é um menino muito especial, e teus gritos há muito chegaram ao ouvido do meu Filho...
─ Mas eu não sou cristão - Khalil não controlava mais o choro - o que você quer?
─ Não se lembra das leituras do Alcorão? De seu pai explicando o nascimento do Piedoso Profeta Jesus, que veio a anunciar o advento da Revelação pelo profeta Mohamed?
─ Não fale do meu pai!
─ Perdoe o seu pai! Perdoe-o!
─ Não posso, isso pode ser possível para você, que é a primeira e a mais piedosa das mulheres islâmicas, mas não a mim, um pecador sodomita, vergonha de Allah!
─ Você é filho de Allah como todos os outros, igualmente merecedor do Seu amor! Assim também o seu pai e todo esse povo sofredor pelo qual eu velo todos os dias! Perdoe o teu pai!
─ Maria- Khalil prostrado ao chão, chorava qual criança no colo materno- não peça algo tão acima das minhas forças! Somente o teu Filho foi capaz de entregar-se de corpo e alma à verdadeira jihad, a verdadeira guerra santa, entregar-se à morte por amor a Allah e perdoar os seus algozes... Mas Maria, Jesus ao menos foi salvo pelos anjos, é o que diz o Alcorão... Mas a mim, quem salvará? Que anjo olhará por um sodomita? Como quer que eu perdoe aquele que foi o instrumento de todo o castigo que eu tive nesta vida? Nem Mohamed foi capaz de tamanha magnanimidade!
─ Oh, meu filho! Entendo as dores do seu coração, creia em mim! Está na hora de despertar desse sonho, precisamos nos separar. Vim aqui para te dar um conselho: vá para Israel! Tenha coragem, Allah estará contigo... Mas lembre-se: poderás ter fama e poder, mas a verdadeira paz, você só terá quando o perdão invadir o seu coração! Vá para Israel, meu filhinho querido! Não tenha medo...
Khalil acordou de madrugada com as feridas em suas costas milagrosamente curadas e seus familiares todos em sono profundo. Sem ter uma lembrança completa do seu sonho, mas inspirado pelo conselho que lhe havia sido dado, pensou que precisaria de algum dinheiro para sua fuga, mas não queria roubar sua família. Pegou das bolsas do seu pai, no seu quarto, o equivalente ao seu salário como jardineiro, (sem pensar no quão arriscada seria tal ação) mas Ali não acordou.
O vento tépido do Mediterrâneo uivava entre as vielas, e Khalil corria em disparada em direção à fronteira. O exército israelense, presente em todos os lugares com suas câmeras secretas, não demorou a notar a movimentação estranha do rapaz, que portava uma grande mochila com a marca Adidas, o que pensaram ser uma bomba. Prontamente os soldados da região foram orientados, por rádio, a perseguir o suspeito, cuja foto, tirada pelas câmeras e já divulgada na internet, foi mandada para os celulares dos soldados. Khalil, investido naquele momento de força sobre-humana, correu por horas durante a madrugada, por entre as vielas, até alcançar a fronteira. Várias vezes era reconhecido e os soldados tentavam pará-lo com tiros, que incrivelmente não o acertavam, apesar das miras a laser dos seus fuzis de última geração.
Atônitos com a “sorte” do suposto terrorista, o Comando do Exército e o Primeiro-Ministro foram chamados às pressas por videoconferência. Foi decidido então iniciar um ataque preventivo. Mísseis teleguiados foram atirados contra casas de terroristas e depósitos de armas já mapeados pela polícia secreta. A inteligência sionista há muito esperava um ataque coletivo com homens bomba (após a desocupação dos assentamentos judeus em Gaza), e julgaram que Khalil fosse apenas o primeiro de uma série. Não obstante, Khalil alcançava a fronteira sob o fogo cruzado, pois milícias do Hamas já se mobilizavam para revidar o ataque, com tiros de fuzis Kalishnikov e coquetéis Molotov. Crianças acordavam para jogar pedras nos soldados sionistas, enquanto suas próprias casas eram destruídas por bombas jogadas por aviões-caça que invadiam o espaço aéreo da cidade de Gaza. Mulheres rezavam por socorro divino, e já choravam por seus mortos.
No meio do caminho, Khalil tropeça e, ao tentar erguer-se com sua mochila, é abordado por paramilitares islâmicos. Khalil mal teve tempo de pensar no que fazer, só ouviu os mercenários dizendo ‘covarde, que corre em vez de lutar, dê a sua contribuição para a luta contra a Entidade Sionista!’, enquanto o cobriam de socos e pontapés. Mas Khalil, sem a mochila e sem o seu dinheiro, reergueu-se e com a mesma energia retomou a disparada rumo à fronteira. Nem sequer foi abordado pelos soldados israelenses, que no momento estavam mais ocupados em invadir o território palestino, à procura de um jovem com uma mochila...
Amanhecia na Fronteira de Gaza. Khalil caminhava pelo deserto de Neguev rumo a Tel-Aviv, mas agora as necessidades humanas urgiam. A corrida desesperada por horas ininterruptas deixara Khalil à beira da desidratação. Agora ele temia estar alucinando. Uma bela casa em estilo árabe, cercada por um míni oásis com tamareiras, no meio do deserto israelense. Duvidando dos próprios sentidos, dirigiu-se ao portão da casa e, de repente, viu-se arrebatado por uma tempestade de areia, que o levou para uma montanha, com vista para a sagrada cidade de Jerusalém.
Antes mesmo de pensar em tão assombroso acontecimento, Khalil teve uma visão ainda mais fantástica. Envolta em um manto de luz, uma mulher apareceu, cantando uma canção em hebraico, que Khalil compreendia perfeitamente, como se estivesse ouvindo em sua própria língua:
(...)
Avir arim tzalul kayayin
vere'akh oranim
nisa beru'akh ha'arbayim
im kol pa'amonim.
Uvtardemat ilan va'even
shvuya bakhaloma
ha'ir asher badad yoshevet
uveliba khoma.
Yerushalayim shel zahav
veshel nekhoshet veshel or,
halo lekol shirayikh ani kinor.
Enquanto ela cantava, Khalil se maravilhava com a visão de Jerusalém, que ia se transformando de acordo com o que dizia a canção. Primeiramente teve a visão de Jerusalém durante a guerra de 1967, na qual os israelenses lutaram contra a Jordânia pela posse da cidade. Viu a dor dos órfãos e das viúvas, e a desolação da cidade destruída pela guerra. No entanto, a paisagem mudava com o amanhecer de incomum beleza, em que as barragens secas da cidade se enchiam de água viva, o deserto transformava-se em florido jardim, e a cidade resplandecia da luz de Deus. Judeus, árabes, cristãos e muçulmanos de todo o mundo, davam-se as mãos em oração num abraço coletivo para a cidade. Após, a multidão caminhava descendo o planalto em direção ao Mar Morto, e todo o povo que estava escondido entre as montanhas durante as guerras reaparecia e se juntava à procissão, e toda a Terra Santa ficou envolvida numa corrente humana e numa emanação de Luz!
─ Quem é você? Um anjo? É Maria, novamente?- perguntava, atônito, Khalil.
─ Longe disso, meu irmão, sou apenas uma alma, tão humana quanto você – disse a mulher, em hebraico.
─ E como eu entendo a senhora, falando em hebraico, como se em meu próprio idioma fosse?
─ Ah! Isso é a equipe espiritual de tradução simultânea telepática, que tem trabalhado no Eretz Israel desde os tempos de Pentecostes...
─ Pente... o que?
─ Oh, desculpe. É que estou muito empolgada com o meu cursinho de cristianismo por correspondência... Sabe, meu irmãozinho, é que fui designada para trabalhar no Ocidente, agora, estou de mudança...
─ É verdade que no Ocidente os homens não têm coração, vivem apenas para os prazeres materiais, imersos na jahiliya?- isso Khalil perguntava lembrando-se dos sermões do seu pai. Jahiliya significa “ignorância espiritual dos pagãos ou dos ateus”, pois na visão dos muçulmanos os ocidentais abandonaram o cristianismo...
─ Meu irmãozinho, aprenda uma coisa: existe apenas uma raça humana sobre esta Terra, com os mesmos defeitos e mesmas qualidades. Mudam a cor, a língua e a nação, são muitas as religiões, mas a todos nosso Pai devota o mesmo amor! Nesta guerra de hoje, ocidentais e judeus estão de um lado, muçulmanos de outro, acusando-se mutuamente de falta de humanidade. E ao acusar apenas ao outro, deixam de perceber a própria desumanidade. Os dois lados estão errados, meu filhinho, os dois!
─ Mulher, suas palavras são mesmo muito sábias... Mas não entendo, ó serva de Allah, porque pela segunda vez vem um ser dos céus vem ao meu encontro. Pois sou apenas um s...
─ Cale-se! Você é um ser humano, filho de El-Ohim, El-Shadai, Adonai! Não dê ouvidos a tudo que lhe foi dito de negativo por seu perturbado pai...
─ Oh, mulher, como são doces tuas palavras, e como é difícil calar no meu coração os gritos violentos do meu pai, que ecoam na minha mente noites e dias... –disse, caindo em prantos.
─ Meu irmãozinho, sou Ofra Haza, cantora israelense falecida por AIDS. O companheiro deve imaginar quanta discriminação eu passei, mesmo em Israel. Até hoje sinto as vibrações negativas dos meus fãs mais conservadores, que muito se envergonham de saber que sua ídola morreu de doença estigmatizada como própria de homossexuais e mulheres promíscuas...
─ Você disse ídola? Mas idolatria é haram!
─ É...- respondeu, as faces ruborizadas- Haram é tudo o que pode nos afastar de El-Shadai... Apaixonar-se por coisas ou pessoas a princípio faz bem, mas se a paixão levar a pessoa a se afastar de El-Ohim, então se torna haram... Talvez, como artista, eu não tenha me atido a esta verdade... Pois a tentação de todo artista é embriagar-se com as energias provenientes da adoração devotada pelos fãs... Mas o ser humano foi feito para receber energia do universo, e não dos seus semelhantes.
─ Mulher, porque me explica todas essas coisas que eu não compreendo? Olhe a situação em que estou, em completo abandono! De que me adiantam esses seus conselhos?
─ Oh! Meu irmãozinho querido! Um futuro glorioso o espera, e então você terá de lutar contra as tentações da fama e da luxúria... Não se esqueça dos meus conselhos, de alguém que passou pelo mesmo que você há de passar- disse, enquanto lentamente se desmaterializava.
─ Mulher...! Não vá! Me explique melhor, o que vai acontecer comigo...?
Mas Ofra se foi, e Khalil acordou... ainda no Oásis! Mas como isso é possível? Mais esquisito ainda era aquele homem que o socorria, acariciando os cabelos de Khalil deitado no leito, velando-o como se fosse uma mãe cuidando do seu filhinho.
─ Habibi!- gritou em árabe, escandaloso- Até que enfim ´cê acordou, gatinho, pensei que não se recuperava mais dessa desidratação. Opa! Cuidado, neném, não mexe o bracinho que você perde o acesso venoso que eu consegui com tanto carinho pra você...
Então Khalil percebeu que estava em um hospital, de cuja janela observava aquele mesmo oásis...
sexta-feira, 26 de março de 2010
Poemas dos meus desesseis anos...
Libelo contra o preconceito:
Quanto preconceito
se espalha entre a gente...
ninguém é melhor nem pior
apenas diferente.
Pessoas que precisam umas das outras
se amam
pessoas que não se conhecem
se odeiam
Despoje-se já
dessa armadura de escárnio
aceite quem não é igual.
Faça uma autocrítica
e então descobrirá
que o Amor é a melhor Moral.
A virtude
Amor! Impossível amor
não, não é lirismo viajor
é mostrar-me em flores, quando odeio
mas há o orgulho, e o receio.
Veja as árvores secas do deserto
hão de morrer, ninguém chega perto
assim é o homem triste
que quer vingar-se, de arma em riste.
Só o amor é chuva a devolver a vida
bálsamo, linitivo
mas dói curar-se, coração cativo:
quem já tem experimentado
a loucura torpe do vício
desespera-se à pena do fel suplício.
Homenagem a Cruz e Souza
Veredas em verso e vida
são visões venturosas
declarações derramadas
de razão sentida.
Sei de tua alma, que me saúda
palavras são uma aclamação muda
sangue, suor e sentimento
imagem, esperança e alento
Oh! Negra e fulgente opala
tua poesia, vou cantá-la
ao tornar-se neve e nívea neblina
É um canto que revela e alucina
onde ouço, pelas brumas da História
teu pranto de ilusão merencória
Quanto preconceito
se espalha entre a gente...
ninguém é melhor nem pior
apenas diferente.
Pessoas que precisam umas das outras
se amam
pessoas que não se conhecem
se odeiam
Despoje-se já
dessa armadura de escárnio
aceite quem não é igual.
Faça uma autocrítica
e então descobrirá
que o Amor é a melhor Moral.
A virtude
Amor! Impossível amor
não, não é lirismo viajor
é mostrar-me em flores, quando odeio
mas há o orgulho, e o receio.
Veja as árvores secas do deserto
hão de morrer, ninguém chega perto
assim é o homem triste
que quer vingar-se, de arma em riste.
Só o amor é chuva a devolver a vida
bálsamo, linitivo
mas dói curar-se, coração cativo:
quem já tem experimentado
a loucura torpe do vício
desespera-se à pena do fel suplício.
Homenagem a Cruz e Souza
Veredas em verso e vida
são visões venturosas
declarações derramadas
de razão sentida.
Sei de tua alma, que me saúda
palavras são uma aclamação muda
sangue, suor e sentimento
imagem, esperança e alento
Oh! Negra e fulgente opala
tua poesia, vou cantá-la
ao tornar-se neve e nívea neblina
É um canto que revela e alucina
onde ouço, pelas brumas da História
teu pranto de ilusão merencória
Mulher, Negra e Lésbica
Vinte de junho, dia esplendoroso, o sol já ensaia sua despedida às 5 da tarde, e Cláudia chega ao campo santo. Dia de relembrar o seu pai, o túmulo é o mais simples possível, uma laje caiada branca. Apesar de ser algo muito fora de moda, ela fez questão de colocar no túmulo uma foto de seu pai com ela abraçada. Como se um pedaço de si estivesse ali permanecido. Neuroticamente, ao depositar as flores ela se lembra das palavras da sua psicóloga, olha só a inconveniência! " Não se apegue ao passado, viva o presente. Se você se centralizar no HOJE, todos os sentimentos do passado se dissiparão..." E realmente ela sabia que não deveria se remeter a sentimentos do passado, a saber: o desespero, a solidão, idéias perniciosas sobre ser negra, fazer parte de uma minoria sexual e a vida seria muito melhor se ela não fosse nenhuma dessas coisas, e depois de tudo, como ela viveria sem o pai e com todo esse peso sobre seus ombros?
"Esqueça de mim", dizia seu pai, " se algum dia eu te faltar, não olhe para trás, não terei mais existido, pense que você é capaz de viver sozinha, sim! Todos nós somos. Criamos a ilusão de que a vida é impossível sem ter determinadas pessoas, isso é uma grande hipocrisia, não há nada nem ninguém que não possa ser esquecido". Palavras duras, proféticas, obviamente ainda muito difíceis de aceitar. Fáceis de entender, se lembrarmos que a mãe de Cláudia morrera no parto, e seu pai a criou sozinho. Importava vacinar a filha contra uma eventual e irremediável perda. Assim é Cláudia, uma força que parece inesgotável renovada a cada dia. Tudo às custas de um esforço constante de debelar as programações sobre fatores desfavoráveis. Desfavoráveis porque a sociedade o quer, como veio a lhe ensinar a psicóloga.
Não há distinção entre uma contradição individual e uma contradição social. No embate interior atuam as mesmas forças antagônicas de uma sociedade em conflito, contraditória, hipócrita, mentirosa, cruel. As orações passam ao largo, e a visita ao túmulo vira pretexto para reflexões libertadoras, ou não tão libertadoras...
Saindo do cemitério, Cláudia volta à condição normal, em companhia apenas do seu próprio eu. Lembrou-se de que faria aniversário na semana seguinte, 32 anos. Provavelmente ninguém ligaria. Não tem importância, ela mesmo não liga pra ninguém, de ninguém sabe a data de aniversário. Talvez o Carlos ligue... O Carlos! Quantas saudades! Já faz uns 7 anos que a gente não se vê pessoalmente... Como eram bons aqueles tempos...!
Da metade da faculdade pra frente, sua vida deu uma guinada. Estava cada vez mais empolgada com a advocacia, seus esforços começavam a se coroar de êxito. A vida continuava dura, trabalhava de dia e estudava à noite, mas aprendeu que mesmo assim dava tempo de curtir a night. A cidade era Florianópolis, que desde os anos 70 concentrava grande contingente de homossexuais. Conheceu nos bares o Carlos, um carinha maravilhoso, extrovertido e muito bom confidente, e seu namoradinho Ulisses. Conheceu Kátia, que lhe devolveu a fé nos relacionamentos num momentos em que ela tinha como certa sua eterna condição de solteira. Principalmente, Kátia insistiu até a exaustão para que Cláudia iniciasse a psicoterapia. Apesar do momento favorável, suas angústias interiores ainda a impediam de viver plenamente a vida, e demorou para que Cláudia conseguisse aceitar isso. Sempre auto-suficiente, Cláudia relutou, mas o processo de mudança, auxiliado pelo amor da namorada e dos amigos, fez com que Cláudia sentisse naquela época um felicidade que nunca antes havia experimentado.
Nunca mais esqueceria aquelas noites, com certeza foram mais de uma dezena de fins de semana nos videokês e danceterias. Uma vez, praticamente bêbada, subiu na mesa e gritou: "Sou gay! Com muito orgulho e sem rancor!" Guardaria bem essa frase em seus pensamentos, que lhe ajudaria nos momentos difíceis...
Antes de Kátia, o seu grande amor havia sido Yolanda, outra ferida aberta no seu coração. Paixão de adolescente, tivera muitas relações sexuais em pensamento, mas de fato ela tinha sido sua primeira mulher (o primeiro homem ela fez questão de esquecer). Por causa deste sentimento, contou para seu pai sua definitiva opção de ser homossexual (o termo " orientação" ainda não era o mais difundido...). Foi um choque, é claro, a maior ironia foi que ele fizera um enorme esforço para ser aberto com relação à sexualidade, falava de todos os assuntos e fazia todas as recomendações cabíveis, contando que ela fosse fazer com homens, é lógico. Depois de alguns meses já estava completamente acostumado à idéia...
Mas isso não significou o fim dos desafios de Cláudia, pelo contrário, pois sua namorada era pra lá de problemática. Tinha depressão, não se aceitava, e um belo dia Cláudia descobriu que Yolanda estava usando drogas. Foi o pretexto para o fim de um relacionamento que já não fazia bem a nenhuma das duas. Mas com certeza uma grande perda para Cláudia, que demorou muito a ser reparada. Hoje ela divaga sobre qual terá sido o destino de sua amada ex. A última notícia era que ela se casara com um médico, e se mudara para Porto Alegre. Como ela estará agora? Jamais se esqueceria dela completamente...
Neste mesmo ano, em que estava se formando no colégio, seu pai morreu. Foram meses de indizível sofrimento, e de muitas dificuldades para se manter literalmente sozinha no mundo. Uma tia a ajudou no início; apesar da tragédia passou no primeiro vestibular para Direito na Universidade Federal. E aí Cláudia descobriu sua vocação, não só porque tinha um prazer mórbido em decorar leis, mas principalmente para resolver problemas, buscar soluções, brechas na lei, defender os menos favorecidos pela sociedade. Passou a defender causas na vara de família: processos de pensão (enfadonhos, exaustivos), disputas a respeito de guarda de filhos. Nunca teve o menor pendor para a maternidade, mas se compadeceu pelas crianças.
E o destino a levou para uma função, no mínimo, inusitada e muito nobre: hoje trabalha num escritório de detetive particular num prédio velho da Felipe Schmidt, onde se dedica exclusivamente a buscar crianças desaparecidas. Pagam-lhe bem, porque ela faz coisas que poucos imaginam ser possíveis...
Chega em casa. Dá-se conta que já está escuro, nem tinha notado que já chegara o inverno. Mesmo com o frio, faz questão de abrir a janela para sentir o vento sul e observar o mar de Coqueiros. Do seu quarto ela vê a Ponte Hercílio luz. Sente-se bem, em harmonia com o astral da cidade. Na sua cama ela vê que há uma ligação no seu celular. “Que bom, é o Carlos! É agora ou nunca! Vou já ligar pra ele..."
"Esqueça de mim", dizia seu pai, " se algum dia eu te faltar, não olhe para trás, não terei mais existido, pense que você é capaz de viver sozinha, sim! Todos nós somos. Criamos a ilusão de que a vida é impossível sem ter determinadas pessoas, isso é uma grande hipocrisia, não há nada nem ninguém que não possa ser esquecido". Palavras duras, proféticas, obviamente ainda muito difíceis de aceitar. Fáceis de entender, se lembrarmos que a mãe de Cláudia morrera no parto, e seu pai a criou sozinho. Importava vacinar a filha contra uma eventual e irremediável perda. Assim é Cláudia, uma força que parece inesgotável renovada a cada dia. Tudo às custas de um esforço constante de debelar as programações sobre fatores desfavoráveis. Desfavoráveis porque a sociedade o quer, como veio a lhe ensinar a psicóloga.
Não há distinção entre uma contradição individual e uma contradição social. No embate interior atuam as mesmas forças antagônicas de uma sociedade em conflito, contraditória, hipócrita, mentirosa, cruel. As orações passam ao largo, e a visita ao túmulo vira pretexto para reflexões libertadoras, ou não tão libertadoras...
Saindo do cemitério, Cláudia volta à condição normal, em companhia apenas do seu próprio eu. Lembrou-se de que faria aniversário na semana seguinte, 32 anos. Provavelmente ninguém ligaria. Não tem importância, ela mesmo não liga pra ninguém, de ninguém sabe a data de aniversário. Talvez o Carlos ligue... O Carlos! Quantas saudades! Já faz uns 7 anos que a gente não se vê pessoalmente... Como eram bons aqueles tempos...!
Da metade da faculdade pra frente, sua vida deu uma guinada. Estava cada vez mais empolgada com a advocacia, seus esforços começavam a se coroar de êxito. A vida continuava dura, trabalhava de dia e estudava à noite, mas aprendeu que mesmo assim dava tempo de curtir a night. A cidade era Florianópolis, que desde os anos 70 concentrava grande contingente de homossexuais. Conheceu nos bares o Carlos, um carinha maravilhoso, extrovertido e muito bom confidente, e seu namoradinho Ulisses. Conheceu Kátia, que lhe devolveu a fé nos relacionamentos num momentos em que ela tinha como certa sua eterna condição de solteira. Principalmente, Kátia insistiu até a exaustão para que Cláudia iniciasse a psicoterapia. Apesar do momento favorável, suas angústias interiores ainda a impediam de viver plenamente a vida, e demorou para que Cláudia conseguisse aceitar isso. Sempre auto-suficiente, Cláudia relutou, mas o processo de mudança, auxiliado pelo amor da namorada e dos amigos, fez com que Cláudia sentisse naquela época um felicidade que nunca antes havia experimentado.
Nunca mais esqueceria aquelas noites, com certeza foram mais de uma dezena de fins de semana nos videokês e danceterias. Uma vez, praticamente bêbada, subiu na mesa e gritou: "Sou gay! Com muito orgulho e sem rancor!" Guardaria bem essa frase em seus pensamentos, que lhe ajudaria nos momentos difíceis...
Antes de Kátia, o seu grande amor havia sido Yolanda, outra ferida aberta no seu coração. Paixão de adolescente, tivera muitas relações sexuais em pensamento, mas de fato ela tinha sido sua primeira mulher (o primeiro homem ela fez questão de esquecer). Por causa deste sentimento, contou para seu pai sua definitiva opção de ser homossexual (o termo " orientação" ainda não era o mais difundido...). Foi um choque, é claro, a maior ironia foi que ele fizera um enorme esforço para ser aberto com relação à sexualidade, falava de todos os assuntos e fazia todas as recomendações cabíveis, contando que ela fosse fazer com homens, é lógico. Depois de alguns meses já estava completamente acostumado à idéia...
Mas isso não significou o fim dos desafios de Cláudia, pelo contrário, pois sua namorada era pra lá de problemática. Tinha depressão, não se aceitava, e um belo dia Cláudia descobriu que Yolanda estava usando drogas. Foi o pretexto para o fim de um relacionamento que já não fazia bem a nenhuma das duas. Mas com certeza uma grande perda para Cláudia, que demorou muito a ser reparada. Hoje ela divaga sobre qual terá sido o destino de sua amada ex. A última notícia era que ela se casara com um médico, e se mudara para Porto Alegre. Como ela estará agora? Jamais se esqueceria dela completamente...
Neste mesmo ano, em que estava se formando no colégio, seu pai morreu. Foram meses de indizível sofrimento, e de muitas dificuldades para se manter literalmente sozinha no mundo. Uma tia a ajudou no início; apesar da tragédia passou no primeiro vestibular para Direito na Universidade Federal. E aí Cláudia descobriu sua vocação, não só porque tinha um prazer mórbido em decorar leis, mas principalmente para resolver problemas, buscar soluções, brechas na lei, defender os menos favorecidos pela sociedade. Passou a defender causas na vara de família: processos de pensão (enfadonhos, exaustivos), disputas a respeito de guarda de filhos. Nunca teve o menor pendor para a maternidade, mas se compadeceu pelas crianças.
E o destino a levou para uma função, no mínimo, inusitada e muito nobre: hoje trabalha num escritório de detetive particular num prédio velho da Felipe Schmidt, onde se dedica exclusivamente a buscar crianças desaparecidas. Pagam-lhe bem, porque ela faz coisas que poucos imaginam ser possíveis...
Chega em casa. Dá-se conta que já está escuro, nem tinha notado que já chegara o inverno. Mesmo com o frio, faz questão de abrir a janela para sentir o vento sul e observar o mar de Coqueiros. Do seu quarto ela vê a Ponte Hercílio luz. Sente-se bem, em harmonia com o astral da cidade. Na sua cama ela vê que há uma ligação no seu celular. “Que bom, é o Carlos! É agora ou nunca! Vou já ligar pra ele..."
Manifesto Abraâmico
Olá amigos! Este é um artigo sobre os gays do Oriente Médio e também os que são membros das religiões abraâmicas ao redor do mundo. Tudo o que você quis saber sobre os gays do Oriente Médio mas não teve coragem de perguntar ou então pensou, ingênuo, que não havia gays por lá:P
Não há uma razão concreta do porquê sou fascinado pelo Oriente Médio. Não sou judeu nem muçulmano, nasci numa família católica (mas um pouco agnóstica, graças a Deus:P) no sul do Brasil. Bem, tem UMA razão: acredito em Cristo. A pessoa de Jesus Cristo sempre me fascinou, desde que era uma criança. Mas nunca acreditei naquela visão de Jesus que me era ensinada no Colégio São Bento. A freira ensinava: “Jesus é Deus”. Aí eu murmurava: “Não, não é.” De qualquer maneira, eu queria conhecer tudo sobre o verdadeiro Jesus, onde Ele viveu, o que ele pensava, que línguas ele falava, como era a cultura em que ele se criou.
Hoje, eu ainda sou um cristão, faço parte de uma igreja inclusiva em São Paulo (www.icmsp.org). Mas eu penso no Cristianismo como uma parte de uma filosofia muito maior, a Religião Abraâmica. Todas essas religiões tem tanta coisa em comum que uma vez o Dalai Lama as chamou em uma das suas entrevistas: “as três religiões mediterrâneas”.
Todas elas acreditam em Deus, e isso não é tão óbvio quanto nos possa parecer (claro, nós somos também “abraâmicos”). No Budismo e no Taoísmo, há a crença de ALGO ( note o grifo neste ALGO, não em ALGUÉM)que governa o Universo com total justiça, mas não é de jeito nenhum um Deus pessoal. Bem, o autor desta página não é um grande conhecedor das religiões do Extremo Oriente, então qualquer contribuição nesse sentido será bem vinda ^^.
Mas eu quero que vocês, meus irmãos na fé, meditem sobre as conseqüências da aplicação integral e real das idéias abraâmicas. Se nós, cristãos, soubéssemos o quanto Jesus é amado no Islã, talvez não odiássemos os muçulmanos como odiamos atualmente. Se nós soubéssemos que o Alcorão NÃO PERMITE os homens-bomba, porque o suicídio é PECADO e só é permitido matar os oponentes em LEGÍTIMA DEFESA, poderíamos concluir que Osama e sua “tchurma” não são muçulmanos, do mesmo jeito que Hitler não foi um “bom Cristão”.
Vamos falar de Deus. Sou cristão e posso chamá-lo de Allah, ou Elohim, são todos O mesmo. Em português e espanhol DEUS, derivado do latim Deo, que por sua vez veio da raiz grega Theos. Theos é Zeus, o pai de todos os deuses. Do mesmo jeito, Allah e Elohim eram “o maior de todos os deuses” quando seus respectivos povos eram politeístas. Esta é a visão dos agnósticos que estudam a “história de Deus”. Mas se você O sente no fundo do coração, se acredita que Deus não é imaginário e que a sua religião não é uma peça de teatro, então vamos meditar sobre as coisas que Deus fez no coração dos seus filhos ao longo da História.
Moisés liderou a primeira revolução socialista da história, libertando o seu povo da opressão quando ele próprio já não acreditava mais na misericórdia de Deus.
Jesus desafiou a religião do seu tempo de uma fé vazia, que só servia para explorar economicamente o seu povo. Bem, ele foi morto (depois ressuscitou, mas tente não pensar nisso por enquanto) e deixou um legado de apenas DOZE discípulos, dos quais apenas UM teve coragem de acompanhá-lo na crucificação. Mas a história do mundo mudou por causa dele.
Mohamed uniu o seu povo e o libertou de milênios de guerras tribais (ok, os árabes estão precisando aprender essa lição de novo). As conquistas islâmicas foram apoiadas pelos próprios povos estrangeiros, para se libertarem de suas religiões e governos opressores. O Islã fez toda a cultura da antiguidade voltar e beneficiar novamente a humanidade, e a fusão do Ocidente e do Oriente em Andaluz foi a semente para a atual Globalização.
E olha que surpresa, NENHUM DELES FALOU EXPLICITAMENTE dos homossexuais. Jesus quando falou de Sodoma e Gomorra criticava o pecado da FALTA DE HOSPITALIDADE. Ele nem sequer disse alguma coisa sobre “homens que fazem sexo com homens”.
Já a visão do Alcorão sobre esse mesmo episódio é mais direta, abominando as relações homossexuais. Mesmo assim, chama a atenção que o próprio Mohamed não tenha prescrito nenhuma punição para os “sodomitas” , e que não haja relato de nenhum caso de o Profeta ter se ocupado de tal tarefa durante a sua missão pela Terra.
A posição do Judaísmo moderno sobre a homossexualidade é “hour concours”. Os gays são mais bem aceitos em Israel hoje em dia que nos Estados Unidos.
Nos três livros sagrados, a homossexualidade é criminalizada em contextos moralmente inaceitáveis, na maior parte das vezes como parte de atos de violência ou rituais satânicos.
As três religiões do Livro tem muita coisa em comum, mas a mais importante de todas é a vitória de pessoas inspiradas por Deus que conseguiram milagres que seus contemporâneos consideravam impossíveis. Eles foram enxovalhados, criticados como doentes mentais, mas fizeram a diferença, e o que você acha disso? Acaso pensa que o Deus dos Milagres não existe mais? Lê a Bíblia como se visse um filme ou lesse um gibi?
Ao contrário, você pode acreditar que DEUS É O MESMO E SEMPRE SERÁ. Ele pode fazer milagres por você ainda hoje!!
E você, que está em uma das religiões tradicionais, pode pensar: “E eu com isso? Não há homossexuais na minha congregação.”
Você está ERRADO! Os gays estão aí e nada você poderá fazer porque nós fomos criados por Deus.
E quanto a você, que é fundamentalista, você pode matar os homossexuais, mas não poderá matar a justiça de Deus nem a Sua vontade, e nem a fé que pulsa nos nossos corações!
Não há uma razão concreta do porquê sou fascinado pelo Oriente Médio. Não sou judeu nem muçulmano, nasci numa família católica (mas um pouco agnóstica, graças a Deus:P) no sul do Brasil. Bem, tem UMA razão: acredito em Cristo. A pessoa de Jesus Cristo sempre me fascinou, desde que era uma criança. Mas nunca acreditei naquela visão de Jesus que me era ensinada no Colégio São Bento. A freira ensinava: “Jesus é Deus”. Aí eu murmurava: “Não, não é.” De qualquer maneira, eu queria conhecer tudo sobre o verdadeiro Jesus, onde Ele viveu, o que ele pensava, que línguas ele falava, como era a cultura em que ele se criou.
Hoje, eu ainda sou um cristão, faço parte de uma igreja inclusiva em São Paulo (www.icmsp.org). Mas eu penso no Cristianismo como uma parte de uma filosofia muito maior, a Religião Abraâmica. Todas essas religiões tem tanta coisa em comum que uma vez o Dalai Lama as chamou em uma das suas entrevistas: “as três religiões mediterrâneas”.
Todas elas acreditam em Deus, e isso não é tão óbvio quanto nos possa parecer (claro, nós somos também “abraâmicos”). No Budismo e no Taoísmo, há a crença de ALGO ( note o grifo neste ALGO, não em ALGUÉM)que governa o Universo com total justiça, mas não é de jeito nenhum um Deus pessoal. Bem, o autor desta página não é um grande conhecedor das religiões do Extremo Oriente, então qualquer contribuição nesse sentido será bem vinda ^^.
Mas eu quero que vocês, meus irmãos na fé, meditem sobre as conseqüências da aplicação integral e real das idéias abraâmicas. Se nós, cristãos, soubéssemos o quanto Jesus é amado no Islã, talvez não odiássemos os muçulmanos como odiamos atualmente. Se nós soubéssemos que o Alcorão NÃO PERMITE os homens-bomba, porque o suicídio é PECADO e só é permitido matar os oponentes em LEGÍTIMA DEFESA, poderíamos concluir que Osama e sua “tchurma” não são muçulmanos, do mesmo jeito que Hitler não foi um “bom Cristão”.
Vamos falar de Deus. Sou cristão e posso chamá-lo de Allah, ou Elohim, são todos O mesmo. Em português e espanhol DEUS, derivado do latim Deo, que por sua vez veio da raiz grega Theos. Theos é Zeus, o pai de todos os deuses. Do mesmo jeito, Allah e Elohim eram “o maior de todos os deuses” quando seus respectivos povos eram politeístas. Esta é a visão dos agnósticos que estudam a “história de Deus”. Mas se você O sente no fundo do coração, se acredita que Deus não é imaginário e que a sua religião não é uma peça de teatro, então vamos meditar sobre as coisas que Deus fez no coração dos seus filhos ao longo da História.
Moisés liderou a primeira revolução socialista da história, libertando o seu povo da opressão quando ele próprio já não acreditava mais na misericórdia de Deus.
Jesus desafiou a religião do seu tempo de uma fé vazia, que só servia para explorar economicamente o seu povo. Bem, ele foi morto (depois ressuscitou, mas tente não pensar nisso por enquanto) e deixou um legado de apenas DOZE discípulos, dos quais apenas UM teve coragem de acompanhá-lo na crucificação. Mas a história do mundo mudou por causa dele.
Mohamed uniu o seu povo e o libertou de milênios de guerras tribais (ok, os árabes estão precisando aprender essa lição de novo). As conquistas islâmicas foram apoiadas pelos próprios povos estrangeiros, para se libertarem de suas religiões e governos opressores. O Islã fez toda a cultura da antiguidade voltar e beneficiar novamente a humanidade, e a fusão do Ocidente e do Oriente em Andaluz foi a semente para a atual Globalização.
E olha que surpresa, NENHUM DELES FALOU EXPLICITAMENTE dos homossexuais. Jesus quando falou de Sodoma e Gomorra criticava o pecado da FALTA DE HOSPITALIDADE. Ele nem sequer disse alguma coisa sobre “homens que fazem sexo com homens”.
Já a visão do Alcorão sobre esse mesmo episódio é mais direta, abominando as relações homossexuais. Mesmo assim, chama a atenção que o próprio Mohamed não tenha prescrito nenhuma punição para os “sodomitas” , e que não haja relato de nenhum caso de o Profeta ter se ocupado de tal tarefa durante a sua missão pela Terra.
A posição do Judaísmo moderno sobre a homossexualidade é “hour concours”. Os gays são mais bem aceitos em Israel hoje em dia que nos Estados Unidos.
Nos três livros sagrados, a homossexualidade é criminalizada em contextos moralmente inaceitáveis, na maior parte das vezes como parte de atos de violência ou rituais satânicos.
As três religiões do Livro tem muita coisa em comum, mas a mais importante de todas é a vitória de pessoas inspiradas por Deus que conseguiram milagres que seus contemporâneos consideravam impossíveis. Eles foram enxovalhados, criticados como doentes mentais, mas fizeram a diferença, e o que você acha disso? Acaso pensa que o Deus dos Milagres não existe mais? Lê a Bíblia como se visse um filme ou lesse um gibi?
Ao contrário, você pode acreditar que DEUS É O MESMO E SEMPRE SERÁ. Ele pode fazer milagres por você ainda hoje!!
E você, que está em uma das religiões tradicionais, pode pensar: “E eu com isso? Não há homossexuais na minha congregação.”
Você está ERRADO! Os gays estão aí e nada você poderá fazer porque nós fomos criados por Deus.
E quanto a você, que é fundamentalista, você pode matar os homossexuais, mas não poderá matar a justiça de Deus nem a Sua vontade, e nem a fé que pulsa nos nossos corações!
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